domingo, 4 de março de 2012

Turismo Cultural - Conhecendo Nosso Meio


Conhecendo nosso meio, podemos valorizar as regiões e ainda mostrar tudo aos visitantes. Consulte, frequente, busque novas dicas. A colaboração para a cidade será conservá-la limpa, ser voluntário e respeitar as diferenças!

A São Paulo que, desde suas origens, já contava com as águas nos meses das cheias, não foi planejada e cresceu somente no século XIX. Acompanhe mudanças que estarão ocorrendo como o processo de despoluição do Rio Tietê, os passeios na Represa Guarapiranga, as programações nos Parques. Tire fotos! A cidade é florida, tem muitos pássaros, e nas noites paulistanas apreciar a lua, estrelas e suas canções

Fatores econômicos motivaram a exploração das colônias com a mão de obra escrava. O primeiro ouro da África chegou a Portugal já em 1442 com o navegador Antão Gonçalves, de regiões como Guiné e Moçambique. O ouro do Brasil veio mais tarde substituir a produção da África. Para a América foram trazidos cerca de dez milhões de escravos negros. O Brasil contou com esse recurso desde o século XVI como forma de colonizar o território e também porque os índios não se adaptavam à escravidão. Mesmo com avanços econômicos alcançados no século XIX, o país foi o último do continente a libertar seus escravos negros.

Na cidade de São Paulo encontram-se algumas marcas referentes aos que lutaram para transformar o sistema de dominação escravagista. Bairros como Pinheiros e Bixiga foram regiões para onde negros fugiram. Jabaquara, na língua tupi significa "refúgio de fujões". Lugar onde os escravos fugitivos de seus senhores formavam quilombos. Com a introdução do curso de direito na cidade em 1827, os escravos dos estudantes recebiam alforria quando seu dono formava-se, determinando assim nova classe social. A Praça da Sé no começo do século XX serviu de local de encontro a negros libertos.

Esculturas:
  • No Monumento às Bandeiras, Victor Brecheret estampou traços das raças que formaram o paulista: índios, negros, mamelucos e portugueses.
  • João Mendes de Almeida foi político que atuou na aprovação da Lei do ventre Livre. Há homenagem ao estadista na forma de uma herma localizada na Praça João Mendes.
  • Luiz Gonzaga Pinto da Gama, o "Poeta dos Escravos", formado em direito lutou pela libertação da escravatura. Existe um busto ao escritor no Largo do Arouche.
  • No Largo do Paissandu encontra-se a escultura "Mãe Preta", obra do artista Julio Guerra.
  • Um Medalhão ao poeta Cruz e Souza encontra-se na Praça Dom José Gaspar.
Igrejas:
  • A Igreja Santa Ifigênia, de devoção dos negros, construída pela Confraria Santa Ifigênia em 1795, foi sede da Catedral quando a Sé encontrava-se em reforma.
  • A Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos da Penha de França, tem Capela de 1802 em taipa de pilão. Recebeu torre e decoração interna em 1896.
  • A Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos no Largo do Paissandu, originalmente localizava-se no Largo do Rosário (hoje Praça Antonio Prado). Tendo recebido parcela de indenização, a comunidade construiu uma nova no Largo onde está atualmente. Sua inauguração ocorreu em 1906. É a primeira igreja em estilo neo-românico da cidade.
Você sabia que eram negros, o urbanista e historiador Teodoro Sampaio (filho de escrava e branco) e o engenheiro Antonio Pereira Rebouças Filho? E que Carlos Gomes e o General Arouche eram mulatos? Também permaneceram nomes de localidades como Cubatão (cubata – choupana) e Caconde (ouro), denominações de origem africana. O samba e os batuques na cidade de São Paulo nasceram com cadências variadas devido à presença de africanos de diferentes locais daqueles como Bahia ou Pernambuco. Aqui havia o som das frigideiras no rítmo cadenciado. Nos cordões de carnaval as balizas davam frente aos desfiles.

Os jesuítas com intenção de catequisar mesclaram elementos indígenas e negros nas manifestações culturais, originando por exemplo o rítmo cateretê. A presença de crenças de origens africanas influenciou as manifestações dessa sociedade multicultural. E, buscando mais informações em espaços como a Pinacoteca, Museus, Escolas e Bibliotecas serão encontrados exemplos de cientistas, professores, artistas, esportistas e homens do povo marcados pelo elemento negro nas mais variadas manifestações culturais da sociedade paulista e brasileira.

Consultas: Eduardo Galeano, As Veias Abertas da América Latina / Ernani Silva Bruno, História e Tradições da Cidade de São Paulo / Miriam Escobar, Esculturas no Espaço Público em São Paulo / Revista Negro n.3.

Diversas fundações, escolas, institutos e empresas privadas promovem eventos na Capital. Livrarias também estão ampliando suas programações oferecendo palestras, lançamentos de livros e cafés. Os sebos, além de oferecerem preços reduzidos, aceitam parcelamentos, fazem entrega e diversificam com venda de vídeos e som.

Quanto a atividades culturais, de acordo com informações do jornal Folha de São Paulo, o número de atrações de um fim de semana normal na cidade de São Paulo pode passar de cem. Por exemplo, o mês de Abril/99 oferecia 324 atrações na sexta-feira, dia 23. Eram 33 shows, 46 filmes, 54 peças de teatro, 91 exposições, 85 programações infantis, 4 espetáculos de dança e 11 concertos!

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