domingo, 4 de março de 2012

Turismo Cultural - Curiosidades e Dicas



  • Você sabia que em 1932 já havia camelôs em São Paulo? Eles vendiam iô-iô a 1 e 2 mil réis.
  • Você sabia que em 1893 chegou o primeiro automóvel na cidade de São Paulo? Foi importado por Henrique Santos Dumont, irmão de Alberto Santos Dumont. O segundo veículo veio através do Brigadeiro Tobias de Aguiar.
  • Você sabia que até 1935 ao passar pelo Viaduto do Chá, viam-se as horas do relógio da Estação da Luz?
  • Você sabia que em 1640 o povo da vila de São Paulo reuniu-se e destituiu um magistrado?
  • Você sabia que o Obelisco situado na Ladeira da Memória, próximo à Estação Metrô Anhangabaú, realizado por Daniel Pedro Muller, foi construído em 1814? É o primeiro da cidade. Nesse ponto chegavam tropeiros, da Estrada do Piques (hoje Consolação) que vinham do sul. Depois o Largo, projeto do arquiteto Victor Dubugras, de 1919, acrescentou um chafariz, que servia para abastecer a cidade. O viajante Saint-Hilaire relata sua passagem por São Paulo tendo observado a beleza desse chafariz, localizado na antiga Ladeira do Piques.

É bom pensar em passeios relaxantes para diminuir tensões. Bem próximo pode haver um Parque para caminhada. As flores estão se abrindo, basta apreciar e respeitar as regras de cada local. O Brasil, segundo versão histórica recebeu esse nome porque continha no século 16 grande quantidade de madeira de fácil combustão, o pau-brasil. É o único país no mundo a ter nome de árvore.

A organização das praças, lagos e parques nas cidades brasileiras deram-se principalmente a partir do momento em que a nação tornou-se República. Hoje os Parques proporcionam prática de esportes, lazer, com eventos culturais e apresentam arquitetura diferenciada.

A cidade de São Paulo oferece opções para essas atividades, mesmo contando com apenas 3,88 metros de área verde por habitante, quando o ideal seria 15. Turistas estrangeiros e de várias regiões do país visitam os Parques e constatam as grandes dimensões de alguns deles.

O morador apressado dessa cidade, cercado de grades, concreto e vidros às vezes parece ilhado e distante da natureza. Porém existem na capital cerca de 30 parques municipais e 6 estaduais. Os que se apresentam bem conservados oferecem a chance de contemplação. Visitar parques durante a semana pode ser bem mais agradável porque alguns locais não suportam o fluxo dos finais de semana, caindo a qualidade do atendimento.

É bom observar a azalea (ou azaléia) que floresce mais intensamente no inverno e desde 1969 é considerada a flor-símbolo da cidade. Já em 1828, Firmo de Albuquerque Diniz, morador da côrte do Rio de Janeiro em visita a São Paulo, constatou: "... hoje quase não há chácaras, onde se vá encontram flores e plantas novas; além de variadas rosas outrora aqui desconhecidas; vêem-se azaleas, miosótis, begônias e outras, fazendo as belezas dos jardins e das salas".

Dá para ouvir o canto e observar o colorido das aves que começam a migrar do sul passando pela metrópole paulistana. Eles seguem em direção à linha do Equador em busca de alimentação e lugares quentes para reproduzir. São garças, marrecos irerê ou pintassilgos. E tem o sabiá-laranjeira com sua barriga amarelada que é presença constante nessas áreas da cidade. Também vivem por essas paragens cerca de 250 tipos de borboletas de variadas espécies. Quando da fundação de São Paulo em 1554 e a presença da Mata Atlântica exuberante, essa quantidade triplicava. Mesmo no espaço ocupado por tanto cimento, elas frequentam quintais, praças e parques. As mais comuns são das cores marrom, amarela com branco ou até azuis, abundantes entre abril e maio, preferencialmente nas manhãs.

Alguns Parques

Jardim Botânico de São Paulo
Os primeiros Jardins Botânicos surgiram no século 16 para abrigar plantas das terras distantes e a pesquisa de efeitos curativos. Hoje eles têm finalidades educativas e de lazer. Existem no mundo 1500 Jardins Botânicos.
O Botânico de São Paulo funcionou no primeiro Parque da cidade, o Jardim da Luz, a partir de 1825. Há cerca de 70 anos foi transferido para a área do bairro da Água Funda. Nele podem ser observadas espécies da Mata Atlântica, numa área de 120 mil m2. Tem bosque de pau-brasil, oliveira, árvore da cortiça e outras raridades. Podem ser visitados lagos, trilhas, o túnel de bambus, Museu Botânico e o Jardim do Lineu em homenagem a Karl Von Linné, botânico e naturalista sueco.

Parque Tenente Siqueira Campos ou Trianon
Logo na calçada da Avenida Paulista está "Anhanguera", escultura do artista italiano Luiz Brizzolara. É de mármore de Carrara. O Parque tem 48,6 m2 da Mata Atlântica que compunha toda a região antes da abertura da Avenida. Pode-se conhecer a flora com espécies nativas de cedro, pau-brasil ou jequitibá. Tem área de lazer infantil e esculturas como o "Fauno" de Victor Brecheret.

Cantareira
Patrimônio cultural e ambiental da Mata Atlântica. De clara vocação florestal, tem esse nome devido ao hábito dos tropeiros de colocar os cântaros em forma de prateleira. Eles comercializavam produtos entre São Paulo e as outras províncias nos séculos 16 e 17. Em 1890 o Governo do Estado desapropriou fazendas para recuperar a mata e os mananciais. O Parque foi criado em 1963. Tem trilhas leves e as mais longas, mas em boa conservação. A caminhada até a Pedra Grande com 9.500 metros leva 3 horas para ir e voltar. O trecho é todo asfaltado e de lá se avista a cidade, a 1010 metros. O Parque procura orientar o visitante para a conservação, e abriga espécies de animais ameaçados como o bugio, macuco ou gavião-pomba. Tem área de lazer, sala para audiovisuais, bosque para piquenique e museu.

Ibirapuera
Até o final do século 19, o local era pasto de gado. Em 1906 o Estado ofereceu a área ao Município. Para evitar degradação, um funcionário da Prefeitura, Manoel Lopes de Oliveira (Manequinho Lopes) criou viveiro de plantas. Era especialista em insetos e escrevia artigos sobre pragas. O Viveiro foi importante para determinar a posse do local e a criação do Parque Ibirapuera - Ybira-puera que na língua tupi significa árvore-antiga, pau podre ou em extinção.

Para as comemorações do aniversário de 400 anos de São Paulo, em 1954, Oscar Niemeyer, Ulhôa Cavalcanti e Ícaro de Castro projetaram a arquitetura do Parque. Ele tem 1,6 milhão de m2 com muitos ipês, eucaliptos, palmeiras, pitangueiras.

Lá estão o Planetário, o MAM - Museu de Arte Moderna, a Fundação Bienal, o Pavilhão Japonês, o Museu Afro Brasileiro e o Bosque de Leitura. Em alguns domingos há shows na Praça da Paz. No Parque são ministrados cursos de astrofísica ou de jardinagem. Tem também ciclovia, área de lazer infantil, quadras esportivas, serviço médico veterinário e a Associação Amigos do Parque. O Viveiro Manequinho Lopes nas décadas de 30 a 60 forneceu mudas de árvores para praças e ruas paulistanas. Hoje produz flores e plantas frutíferas.

Para estes passeios usar roupas adequadas e calçado esportivo. Se puder, é bom participar dos movimentos de preservação e trocar informações sobre outros roteiros.
E a beleza do lugar
Pra se entender tem que se achar
Que a vida não é só isso que se vê
É um pouco mais.

Paulinho da Viola
  • JARDIM BOTÂNICO - Avenida Miguel Stéfano 3031, Água Funda, Zona Sul.
  • PARQUE TRIANON - Avenida Paulista e Rua Peixoto Gomide 949.
  • PARQUE DA CANTAREIRA - Rua do Horto 1799. O Parque é servido de bebedouros, mas não há lanchonete.
  • PARQUE IBIRAPUERA - Av. Pedro Álvares Cabral s/n, Ibirapuera. Tem restaurantes, sorveterias e lanchonetes.

Nenhum comentário:

Postar um comentário