sábado, 3 de março de 2012

Turismo Cultural - Metrópole de Serviços


O povoado paulista, crescendo vagarosamente do século XVI ao XVII, tornou-se cidade a partir de 1711. A vocação de entreposto comercial definia-se. Com o poder gerado pelo ciclo do café no século XIX, foram construídas estradas de ferro e sólida arquitetura. São exemplos: Teatro Municipal, Casa das Rosas, Mercado Municipal, Pinacoteca, Estação Júlio Prestes, Palácio da Justiça, Correios, Palácio das Indústrias, Escola Normal Caetano de Campos.

São Paulo, marcada pelo estilo da arquitetura européia no final do século 19 e início do 20, realizou suas principais construções através do Escritório "Ramos de Azevedo & Severo", fundado em 1886. Funcionava na Rua Boa Vista, Centro. Lá trabalharam vários profissionais, como Victor Dubugras, Domiziano Rossi, Maximiliano Hell ou Luis Ignácio de Anhaia Mello sob a coordenação de um paulistano, Francisco de Paula Ramos de Azevedo.

Perfeccionista, Ramos de Azevedo tinha como objetivo a formação de trabalhadores qualificados e a implantação de canteiros de obras que até aquele período não eram uma prática na cidade. Mutas construções eram ainda taipa de pilão e os tijolos eram ainda pouco utilizados. Agilizando o Liceu de Artes e Ofícios, este veio depois fornecer mão-de-obra especializada para vários setores.

A partir de 1970, o centro da cidade começa ceder o posto de aglomerado financeiro para a região da Avenida Paulista. Esta parte urbana mais alta da capital era nas suas origens a Mata do Caaguaçú, onde uma trilha levava ao matadouro. Exemplares desta Mata podem ser vistos no Parque Trianon.

Em 1891 foi projetada e construída a grande via de pedregulhos. O engenheiro responsável foi o uruguaio, Joaquim Eugenio de Lima. Em 1909, a Avenida recebeu asfalto, tornando-se a primeira via com esse calçamento na cidade.

A partir dos anos 50 os casarões da Avenida Paulista cedem lugar a edifícios. Nas últimas décadas, ela passa a ser palco de grandes manifestações. É realizada nela também a tradicional Corrida São Silvestre, que acontece todo mês de dezembro, desde de 1924.

A população da cidade de São Paulo, com influências recebidas de vários povos, por vezes procura entender suas próprias raízes, sua arte e participar ativamente dos rumos do país. Foi assim que surgiu a Semana de Arte Moderna de 1922, movimento dos artistas em busca de uma linguagem nacional. O Estado de São Paulo também exerce influências em resoluções políticas no Brasil devido ao seu grande poder econômico.

Hoje a metrópole, uma cidade de serviços, com característica multirracial, tem mais de dez milhões de habitantes e chega a receber 3,0 milhões de turistas por ano. A origem na composição da população paulista deu-se através das presenças dos indígenas, dos negros, dos imigrantes europeus e nas últimas décadas do migrante de vários Estados. O paulista também viaja muito; e como aquele antigo bandeirante, sai pelo país e até pelo mundo.

Devido a esses fatores surgiram marcas culturais que se podem notar nas suas festas, serestas, forrós, movimentos punks, rodas de samba, casas de rock, nos espaços de música erudita, na tradição do bairro japonês ou do italiano e oferecendo tipos de comida para gostos variados. Muitos moradores têm, por exemplo, o hábito de comer pastel com caldo de cana nas feiras livres.

Existem muitos locais para dançar forró, pagode, salsa ou valsas. Festas acontecem durante o ano todo. Algumas são comuns a outras regiões, como a Junina ou o Carnaval. Outras são possíveis de acompanhar pela imprensa ou então a convite de amigos.

Assim é a Festa do Morro do Querosene, no bairro do Butantã em julho com migrantes do Maranhão; a Festa da Santa Cruz na Aldeia de Carapicuíba em maio; Romarias para Aparecida do Norte a cavalo, ônibus ou motocicletas; Festa da Santa Achiropita em agosto no Bixiga, Festa do Verde em janeiro no Parque do Ibirapuera, Festa de São Vito na Moóca em junho, de San Genaro em setembro e ainda Bienal do Livro, de Artes, Fórmula I ou Maratonas Internacionais.

As Feiras de Artesanato são variadas e as principais estão: na Praça Benedito Calixto em Pinheiros aos sábados; na Praça da República, Bexiga, Liberdade e Embú aos domingos. Espetáculos teatrais, cinemas de arte, óperas, orquestras, balés, ou shows ao ar livre têm programação variada, divulgados na imprensa diária. Há grande número de bares e casas de chá, de jazz, de dança do ventre, de música alemã, italiana, portuguesa, espanhola ou grega.

A cidade atravessada pelo Trópico de Capricórnio tem a presença das Serras do Mar e Cantareira e é cortada pelo Rio Tietê, que, na lingua tupi, quer dizer rio por excelência ou volumoso. Seu nome anterior era "Anhembi" e foi acesso fundamental no início do povoamento para locomoção dos bandeirantes, que guiados pelos índios, buscavam riquezas no interior do estado.

O rio nasce em Salesópolis a 120 km de São Paulo e a 22 km do mar. Atravessa São Paulo inteiro até desaguar no Rio Paraná. Nasce e segue limpo até as proximidades do município de Mogi das Cruzes. Daí seu percurso segue com problemas de poluição (no momento passando por um projeto de recuperação) e volta a dar sinais de vida depois da cidade de Salto.

Ainda faz parte da cidade paulistana o Rio Pinheiros, que segue pela zona sul onde está a Represa Guarapiranga passando pelos bairros de Pinheiros, Morumbi e Jaguaré até o Rio Tietê. E ainda , o Rio Tamanduateí que percorre em alguns trechos canalizado, da região do bairro do Ipiranga, passando pelo Centro, até o Rio Tietê.

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