sábado, 3 de março de 2012

Turismo Cultural - Um Pouco de História


Em várias regiões do país nota-se a preocupação das esferas administrativas assim como da sociedade civil na busca em conscientizar a população sobre a importância de cada patrimônio arquitetônico e natural. Nos locais onde há programas de ações sociais, também ocorre um retorno com resultados positivos.

Preparo e acesso de jovens a atividades variadas como dança, música, folclore, teatro, artes plásticas, artesanato, eventos, visitação a bibliotecas, espaços culturais ou museus, geram também novos valores e ofertas culturais.

Depois do interesse pelas belezas naturais, a atenção volta-se para outros atrativos. Exemplos de que essa nova busca tem grande número de interessados, são as realizações que privilegiam diferentes atividades como festivais de inverno, exposições de arte, cinema, teatro ou o uso dos espaços onde houve a preservação de casarios temáticos e históricos.

Como resultados de ações, surgem novas demandas que impulsionam regiões, satisfazendo o residente e atraindo cada vez mais turistas. Intervenções específicas sempre funcionam quando caminham paralelas a investimento nos serviços de transportes, no sistema da saúde pública e nas áreas ambiental e educacional. Há que sempre ser bom ao morador em primeiro lugar para também ser bom ao visitante.

Numa metrópole como São Paulo, onde 75% dos visitantes se caracterizam como viajantes de negócios, usuários dos serviços hospitalares, ou profissionais de feiras e congressos; atividades ligadas a lazer e cultura das quais esse visitante usufrui, proporcionam mais de 500 mil empregos diretos e indiretos.

Mesmo num contexto de grandiosidade, com problemas conjunturais de uma imensa cidade a serem resolvidos, ainda se pode praticar um turismo diferente. É possível realizar visitas a espaços diferenciados, bem cuidados e provar gastronomia diversificada. A cidade também espera mostrar-se a seus habitantes, que em grande maioria desconhece equipamentos culturais. Isso devido ao tamanho da capital e aos recursos, como por exemplo o alto preço dos transportes oferecidos.

A navegação nesse gigantesco espaço se dá por mapas ou placas luminosas. Como toda cidade, São Paulo tem seus segredos a desvendar e pode-se permanecer anônimo no seu apressado vai e vem, ou quem sabe até encontrar um velho amigo. Ela é moderna e ao mesmo tempo tradicional. Nela os acontecimentos são simultâneos e o inusitado é que mesmo com tantas transformações, mostra-se sempre a velha cidade com seus rios.

Durante o período colonial, a permanência de europeus no planalto paulista foi facilitada pela qualidade das águas, por alimentos disponíveis como a pesca e clima de boa assimilação.
Em 1550 já existia o povoado de Santo André da Borda do Campo.

Quatro anos depois os jesuítas sobem a trilha da serra indicada pelo povo Guarani. São povoadores, cerca de oitenta, coordenados pelo padre Manoel da Nóbrega, incluindo o espanhol José de Anchieta com 19 anos de idade e cujo santo de devoção era São Paulo. Estabelecem povoado com o nome de São Paulo dos Campos de Piratininga, e incluem índios catequizados e ainda os viajantes esporádicos.

A escolha do local para a vila de Piratininga, na lingua tupi "peixe seco", pode ter sido orientação do chefe Tibiriçá. Localizada no planalto, era estratégica na observação da chegada de forasteiros e também ficava a salvo das águas da Várzea do Rio Tamanduateí nos meses das cheias.

Em 1562 aqueles habitantes de Santo André juntam-se ao ao povoado e somados ao colonizador português e jesuítas dão forma ao povoado. No início do século XVII são trazidos escravos africanos para a região. O paulista inicia a atividade de seguir terra adentro em busca de riquezas. É o bandeirante que deixa a vila e muitas vezes aprisionando índios, segue definindo espaços para o poder de São Paulo. Por divergirem quanto ao tratamento dado aos indígenas há o conflito desses bandeirantes com os jesuítas que mais tarde chegam a ser expulsos do país.

Porém a vila continua nas mesmas dimensões até o final do período colonial, rodeada de chácaras num arraial contendo cerca de 20 mil habitantes. O desenvolvimento ocorre apenas no início do século XIX com a criação da Academia de Direito e a gradual adaptação do café no Estado, que viria a ser sua principal riqueza.

Em 1890 a cidade já contava com 65 mil habitantes e em 1900, crescia para 240 mil. A influência da lingua tupi, falada em São Paulo até final do século 18, definiu denominações que permanecem até hoje como, Anhangabaú, Anhembi, Butantã, Ibirapuera, Guarapiranga, Jaraguá ou Pacaembú, além de palavras como pipoca, arapuca, peteca, mingau.

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